domingo, 6 de dezembro de 2009

Um inferno molhado 'For those about to rock'

Aqui estou eu, depois de muito tempo, escrevendo. Mas não vou me desculpar por ficar tanto tempo sem escrever, primeiro porque ninguém se importa, segundo porque não tem nada mais chato do que ficar reclamando, terceiro porque não estou escrevendo aqui pra compensar. Estou escrevendo porque, apesar da preguiça, faz um tempo que eu to querendo escrever esse post e, me conhecendo, sei que não vou sossegar enquanto não escrever. Então, aqui vai.

Dia 26 de Dezembro de 2009. Era um dia normal. Eu sou um cara calmo num estado quase letárgico, em momentos de desespero ou extrema alegria, eu continuo impassível, como se nada estivesse acontecendo, mas, na noite do dia 26, eu sabia que tinha algo acontecendo. Abri a ultima garrafa de whisky fechada que eu tinha aqui, um Chivas 12 anos e bebi um primeiro gole respeitoso com meu pai e meus tios, as pessoas na companhia das quais eu estava. Havia algo no ar. Havia ansiedade.

Ouvindo Bob Dylan e Twisted Sister, comentando do show que passaram, nos despedimos. Meu tio foi para a sua casa, eu e meu pai fomos para a nossa. Conversamos sobre outras bandas e ouvimos outras músicas, mas, havia uma banda sobre a qual não conversávamos, havia palavras que não pronunciávamos. Dormimos, meu pai foi trabalhar no horário de sempre, durante a madrugada, eu fui dormir um pouco depois, e acordei bem tarde, lá pelas 13 horas. Naquela sexta feira, aquele dia 27, não havia aula nem nada, havia apenas quatro letras.

Usando a sacra indumentária, que de sacra não tem absolutamente nada, muito pelo contrário, eu, meu primo e meus irmãos buscamos meu pai no seu trabalho, encontramos meu tio no aeroporto e, juntos, esperamos o avião. Uma espera que não se alastrava, mas uma espera que exalava ansiedade. Não éramos os únicos com aquelas roupas, com aqueles símbolos... Outros também estavam por lá, que se olhavam mas não diziam nada, que sabiam que compartilhavam o mesmo destino. Havia eletricidade no ar, nos olhos, nos sorrisos, naquelas vestimentas profanas.

O avião chegou, decolou, sacolejou, aterrissou e estávamos lá, na esfumaçada e movimentada São Paulo que, pra um rapaz de Curitiba, causa um grande espanto, com seu tamanho aterrador. Houve ainda uma espera, algumas horas de sono para o meu pai, que tão pouco dormira durante a noite, um pouco de televisão para eu e meu irmão que compartilhou o quarto comigo, algumas mensagens trocadas com minha namorada e com meus amigos que já se encontravam lá, no local do que eu tanto ansiava estar. Sabia que ainda era cedo, e muito, mas eu queria estar lá. Queria ver os instrumentos de trabalho, o cenário! Queria ver os canhões e o famoso sino.... Nossa hora chegou um pouco depois, em dois táxis, que não eram só taxis brancos em meio a uma cidade cinza, não para nós. Eram as nossas carruagens para o local que, no momento em que cheguei, soube que se tratava de um inferno com lama e água ao invés de fogo.

O caminho foi longo e demorado, e não éramos nem de longe os únicos a segui-lo. Havia quase que um cortejo... Pessoas com camisas, sem camisas, bebendo seus whiskys e suas cervejas, com capas de chuva temendo-a e sem se importar com a chuva quase ácida da cidade tão pouco com o fogo do inferno. Chegamos. Andamos. Procuramos o portão, começou a chover, e não nos importamos. Com capas de chuva que nos tornavam um arremedo barato de pênis gigante entramos no lugar, no estádio, naquele lugar sagrado para muitos, para aquele que compartilhavam uma fé no domingo à tarde, e, naquele momento, ainda ansiavam por um titulo, mas isso era sobre fé e sobre domingo. Aquilo, era sobre êxtase e uma sexta feira. Era sobre ali, o momento, o aqui e o agora. Chegamos, morrendo de fome e gastamos 64 reais em 8 sanduíches que se constituíam por “pão, queijo, hambúrguer”. Foi a melhor refeição que já tivemos! Encontramos um lugar, bebemos nossas cervejas, mijamos, as luzes se apagaram e eu vislumbrei, naquele inferno molhado, milhares de chifres vermelhos que acendiam na arquibancada, como um natal que comemorava não o nascimento de um Messias... Mas o nascimento do Rock! Que, como esse mesmo Messias, renascia a cada dia... Mas, dessa vez, como num natal que só aconteceria uma vez em nossas vidas, era diferentes. Foi diferente. A banda de abertura chegou e foi embora, esperamos, cansados, pernas e colunas doendo... E, então, as luzes se apagaram novamente.

Um vídeo de abertura começou. Ele terminou.... A tela se abre e a porra de um vagão de locomotiva invade o palco, enquanto o som das guitarras e de Bryan Johnson cantando “Rock ‘n Roll Train” invade os nossos ouvidos... As luzes invadem nossos olhos e o chão foge dos nossos pés, ou talvez o contrário. Nós nos abraçamos, pulamos, gritamos e cantamos. É o êxtase. A eletricidade não está mais no ar, ela está dentro de nós, como aquele raio que separa o AC do DC, aquele raio que estava estampada no peito de todas as pessoas ali. O show avançava e eu tinha certeza de uma coisa: Eu iria chorar. Mas eu não chorei. No Rock não se chora, mesmo se estiver triste, mesmo se estiver feliz. No Rock se grita, e a única coisa que tem o direito de chorar em um show de Rock é uma guitarra. Mas, ela não chorou... Ela gritou, como todos nós! Com a próxima musica com Back in Black... E o show avançou.

O leitor que me perdoe, não é culpa da única cerveja que bebi, a culpa é da emoção.... Porque as memórias se difundem e me confundem, lembro-me de gritar quando ouvi Back in Black e cantar junto, lembro-me de, meu irmão me chamar para ir mais perto do palco... Eu disse que não, seria desconfortável e preferia ficar longe mas confortável, então, pensei comigo mesmo, quase filosofando “Foda-se!”. Era um show de uma vida, uma oportunidade de uma vida, e fomos para a frente... E ouvimos “Thunderstruck”, e apenas nesse momento desejei não estar tao perto daquelas pessoas, nesse momento desejei estar perto do meu pai, ver seu semblante e abraçá-lo, agradecer pelo momento que ele me proporcionou, pela vida que ele me deu, gritar “THUNDER!” junto dele no momento de sua música preferida daquela banda. Contudo, me contentei em gritar junto dos meus irmãos, abraçá-los e gritar enquanto o desgraçado escocês do Angus Young fazia a porcaria da sua SG berrar!!!

Lembro-me também de “T.N.T.”, aquela porcaria de locomotiva jorrando fogo! Era o fogo, o calor, a confusão, era o inferno... Era a porra de um show do AC/DC!!!! Depois veio “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, “You Shook Me All Nigh”, entre outras, que não preciso nem citar aqui, leitor, porque você sabe, eles tocaram. E, aquela porra daquele sino começou a descer... E Bryan Johnson ‘saiu no pinote’, pulou, agarrou-o e balançou enquanto ouvíamos as primeiras notas de “Hell’s Bells”. E, realmente, eram os sinos do inferno... Porque era o barulho que fazíamos! Eufóricos e malucos, doidos por aquela banda... Não idolatrávamos aqueles velhos de 60 e tantos anos tocando guitarras num palco, imbecil é aquele que diz que idolatrávamos o diabo, não, idolatrávamos algo muito superior, idolatrávamos algo muito mais especial... a música, o ROCK!!!

E, então, o show ‘acabou’. Eles deixaram o palco, meu irmão pergunta, “Será se acabou?”, mesmo sabendo que não acabou. Mesmo sabendo que ainda falta algo... Todos nós sabíamos. Eu olho pro lado, sorrio e, vendo-os pela primeira vez, aponto, como uma criança “Olha ali, os canhões!!!”. Porque era o que faltava, a musica sobre a maldita estrada que cada um de nós, de cada canto desse país, tomou para chegar naquele estádio... E faltava ultima musica, faltava a nossa saudação, a nossa salva de tiros... Faltava a nossa oportunidade de, uma vez mais, saudarmo-nos! E eles nos proporcionaram aquela oportunidade... ao som de “Highway to Hell”, que, por muito tempo, foi minha música preferida da banda.... Mas se, enquanto a ouvia, gritava, pulava a adorava, ansiava ainda mais pela coisa que estava por vir, e por aquilo que chegou. No momento em que a música terminou, eu sabia o que estava por vir: “For those about to rock (We Salut You)”. O momento chegou, o pano que cobria os canhões foram tirados, três de cada lado do palco, seis em cima, ou quatro, não me recordo agora... Mas isso não importo! Eu, feito bobo, não resisti! Fiquei de costas para o palco e gritei para o meu irmão, entregando a câmera para ele “Tira uma foto minha com o canhao!!” E minha cara de bobo, alegre e estupefato está para sempre retratada, lado a lado com aquele maldito canhão, e não é que eu dei um pulo no momento em que Byan Johnson gritou pela primeira vez “FIRE” e aquele canhao irrompeu em chamas, num estrondo insurdecedor... Foi muito mais algo que eu esperava! Aquele salva de tiros, aqueles gritos, mas terminou. Tudo terminina...

Hei, estou falando do show! O rock, continua... Pode ser que nunca mais eu veja um show do AC/DC, e, na verdade, com certeza nunca mais verei, é quase impossível que eu tenha a oportunidade novamente. Mas, aquele momento, é eterno. Eu guardo em minha mente e em meu coração, e compartilho com vocês, leitores. Obrigado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tapa Buraco


É o que este post é.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mudança - Twitter

Então, fiquei muito tempo sem postar. Os colegas Bacalhau e zoreba, felizmente, postaram e taparam alguns buracos. Contudo, o próprio amigo zoreba veio falar comigo de que estava na hora de um post novo, então, neste caso, aqui vou eu, para os meus 2,7 leitores diários.


Mudança. Eu comecei a escrever um post sobre mudança várias vezes, mas nunca conseguia concluí-lo, então, vou tentar aqui e escrever alguns posts sobre mudança. Por que? Ora, porque é um assunto bacana!


Então, há vários meses eu escrevi um post sobre twitter, mas nunca postei. Em parte porque estava muito mal escrito (acreditem, mais que o de costume), em parte porque não gostei dele. Vou reescrevê-lo aqui, nessa tentativa de posts sobre mudança.


Logo que o twitter teve seu início, eu li a respeito e dei uma fuçada, e me pareceu algo totalmente... Estranho. Quero dizer, a internet já é um lugar onde pessoas desocupadas passam o dia inteiro sem fazer nada, e, mesmo quando estão com coisas para fazer (o meu caso agora), ficam também na internet, procurando coisas inúteis para fazer. Não é a toa que os sites de tirinhas são tão populares ultimamente! (preciso dar um jeito de fazer tirinhas! Isso de escrever não ta com nada, o negócio agora é desenhar).


Então, naquela época a premissa do twitter basicamente era: Você vem aqui e em 140 caracteres digita o que você está fazendo. Até parece interessante no momento em que você pensa “uau, vou poder ver o que meus ídolos estão fazendo!!”. O problema é que, longe dos palcos, câmeras e páginas, nossos ídolos são só... Pessoas! E o “Estou indo tomar banho”, “estou indo almoçar” e “estou indo passear com meu cachorro” da Angelina Jolie e são tão impressionantes quanto os meus! Ok, o ato da Angelina Jolie tomar banho é definitivamente mais impressionante que o meu... Mas isso não vem ao caso!


O caso é que, embora no começo as poucas pessoas que passaram a fazer parte da comunidade do twitter o fizeram por curiosidade e com pessimismo, hoje vêem o site, igual a tudo na internet que consideramos inútil, fazendo um puta sucesso! Os 140 caracteres tornaram-se úteis no momento de compartilhar um link, uma informação (útil ou inútil) ou de fazer um comentário tosco! É claro que existem muitos outros sites, aparatos da internet e coisa do tipo que fazem a mesma coisa, e há muito tempo... Mas e daí? O youtube já existia há muito mais tempo em outras formas, ele só foi “remodelado”, colocado num formato diferente, e, especialmente, mais prático. Porque, embora a tendência do ser humano seja de complicar as coisas, sempre preferimos o que é simples.


Eu mesmo sempre olhei torto para o twitter, mesmo em seus momentos de ápice. Porém, em determinado momento me convenci a criar um negócio desses, não para mim, mas para este blog, e lá tentar fazer propagandas dos posts. Infelizmente fiz apenas um post tendo o tal twitter, mas não é que deu certo?


No final de contas, esse negócio é nada mais nada menos do que um enorme “boca a boca” em que ninguém precisa ficar copiando e colando coisas para todo mundo! O twitter é uma ferramenta, e das boas! É um utensílio, apenas isso, ou pelo menos eu o considero assim, porque ninguém conseguiu ainda me convencer do como alguém consegue passar horas e horas a fio naquele site!!!


Ah... sigam o twitter do Andarilho Insano clicando aqui. Ou não, você quem sabe.


E o que isso tem a ver com mudança? Ora, famosos foram desnudados das suas auras de ‘famosidade’, e ninguém mais é intocado! Até mesmo Sasha, a “princezinha do Brasil” (que alcunha idiota) pode ser afetada por gordos nerds, e, principalmente, desocupados! Além dos blogueiros desocupados e etc...


Gostaram do post? Comentem! Não gostaram? Comentem dizendo que foi uma bosta, ora... Mas, se leram, já está de bom tamanho. Logo posto outro post sobre mudança. OU sobre algo que tenha a ver com mudança...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não, nós não iremos respeitar o seu estilo!

Ja que o blog esta parada,vamos jogar um pouco de lenha na lareira!
Olhando na internet,notamos uma reclamação comum,vou citar exemplos,tentem seguir a logica,ok?


Alguém faz um post com fotos de cosplay, outro xinga chamando de ridiculo e um terceiro vem mandar respeitar,pois para a "tribo" deles isso é importante!
Ou um conto epico daquela partida de D&D na casa do Elfo,dois minutos alguém aparece os chamando de nerds em seguida recebe uma resposta como "Quieto reles estupido,um dia seremos seus chefes"
Mas isso não é exclusividade dos Nerds,tambem podemos notar esse comportamento em Manos!
5 Cuecas na frente dum carro,com um monte de nota de 2 real na mão fazendo pose, alguém zoa com "receberam o bolsa familia,ein" e ja temos uma enchurrada de "COEH MANOOOW, É NOIS TA LIGADO,100% BONDE DUS ZONA SUL!1! SE TI PEGO NA RUA TU JA ERAAAAA"

Entendem,onde quero chegar? Todos querem que respeitemos a tribo deles,mas francamente...
Vocês sabem qual a semelhança entre um Nerd, um Nigga, um Emo, um Metaleiro, Um Otaku ,Um Surfista e Um Grunge? Os outros seis acham ele um idiota com habitos estranhos!


Aprendam gente, apartir do momento em que vocês escolhem/adquirem/agem como parte de um estilo, todos os outros estilos vão de uma forma ou de outra te ridicularizar,parem de chorar aprendam a responder!

Até um emo pode fazer isso,é serio.
Imaginem o dialogo abaixo:
Nigga/Metaleiro : HÁ HÁ Sua bixinha emo.
Emo: Hmm,bem,temos que concordar que comparado com aquilo que tu pega/namorada/come eu realmente sou suuuper feminino,né, que canhão!

Owned,owned por um emo, EPIC FAIL .

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus: Os que pulam roletas


Antes de mais nada, desculpem-me a demora. Enrolei, as aulas voltaram, estou no meio de um Encontro Internacional de Estudos Medievais e no meio de tanto texto, mini-curso e mesa eu acabei me esquecendo.

Também adianto que curso História na UFES, e não sou nem um pouco historicista: para mim, história não é tudo, não quero meter minha colher no trabalho dos outros. Essa análise é tipicamente o trabalho de um sociólogo, e não meu, então não esperem nada técnico demais.

Quem são essas pessoas que pulam roletas?
Por que elas o fazem? Isso é uma patologia? Uma "doença social"?
São as perguntas que mais me intrigam, cá entre nós. E vou me atrever a tentar responder algumas delas. Sem intenção nenhuma, ao pegar meus ônibus pra lá e pra cá acabei fazendo uma pesquisa de campo (trabalho de ciêntista social) que diz qu
e predominantemente, aqueles que pulam roletas são pessoas de classe média baixa para pobres (engraçado não ver muitos miseráveis, que não tem dinheiro para comer, que pulam roleta); Julgando "o livro pela capa" (O irmão da minha namorada já diria que "julgar as pessoas pela aparência é valido" por que "a primeira forma de manisfestação do ser é a aparência", não que eu concorde plenamente com a afirmação. Mas convenhamos que pretos, com colônias baratas, bermudas coloridas e falsificadas da Billabong, cordões de "prata" e bonés de aba reta mal colocados sobre a cabeça são, quase que na sua totalidade, "favelados".).
Mas, esses mesmos pobres que pulam a roleta, são os que cometem o ato - que pra mim consiste na mais pura falta de educação - de deitar, ocupando dois lugares em ônibus cheio, e ligar o pancadão bem alto no celular, obrigando toda a massa ali presente a ouvir tal "manifestação cultural" da favela.
Em suma: relativamente, a quantidade de pobres que pulam a roleta em relação ao total de pobres que pegam ônibus é menor do que a quantidade de mal-educ
ados que pulam a roleta em relação aos mal-educados que pegam ônibus. Conclusão, o que leva, na maioria das vezes, uma pessoa a pular a roleta, é mais sua "falta de educação" do que propriamente a nescessidade.
Não existe mão invisível, muito menos mão invisível embaixo da mão invisível. O "pular da roleta" não é patológico, nem para Émile Durkheim, nem para mim. Antes fosse. Antes pudesse um "médico social" curar o "organismo" que é a sociedade (sem querer parecer organicista). O problema está mais fundo, bem mais. Está encrustado no fundo do que mancha a ética coletiva, e não se conhece força para arrancar fora.

Numa aula de História da Cultura Brasileira, o professor Estilaque disse a seguinte frase, na qual eu não sei ainda se quero acreditar ou não, mas que, quanto mais ou olho ao redor, mais faz sentido:
"O problema do Brasil é a falta de ética".





Hugo "Bacalhau" Merlo é um cara muito tendencioso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tutorial - Como Passar no Vestibular

É difícil eu atualizar isso aqui, e ultimamente não posso nem dar a desculpa de estar ocupado: É preguiça hoje. Mas depois de um dia exaustivo em que escrevi mais do que esperava e o resultado me agradou mais do que eu imaginava, resolvo passar aqui e escrever, algo que eu estou adiando há muito tempo. Eu tive a idéia do post há um bom tempo, mas nunca tive a pretensão de postar, mas agora já não vejo o porquê não postar, então fica aqui outro tutorial insano: “Como Passar no Vestibular”. Muitos acharão que realmente é pretensioso isso, porém eu não proponho nenhuma formula mágica aqui, nenhum “Segredo”, isso não existe. Digo o que eu fiz, e bem, se deu certo pra mim, da certo pra outras pessoas.




1° - Estude. Sério (não pare de ler agora só porque eu comecei assim!). Todos começam a fazer cursinhos pensando “Eu vou estudar”, mas logo pensam “amanha eu começo a estudar...”. Eu tive um professor de matemática que sempre dizia “Pessoal, pra quem ainda não ta estudando, ainda dá tempo!!!”. Ora, e ele estava certo! E todos riam quando ele dizia isso na primeira semana, mas chegou a segunda, a terceira... E logo chegou o aulão de véspera e, quando ele disse isso, embora muitos tenham rido, era possível ver o pânico no rosto de muitos. Então, caro leitor, estude. Chegue em casa e pegue os livros. Repasse o que viu em sala de aula, faça os exercícios. Da certo! E da muito trabalho, ocupa muito tempo? É claro que ocupa! Mas não reclame, depois de uns meses nessa rotina, você poderá ser um universitário vagabundo que toma porres homéricos e rotineiros (não que eu costume fazer isso, jamais!).



2° - Assista às aulas. Se você está fazendo cursinho há uns dias, isso parece idiota. Se faz há uns meses, faz sentido. No começo todos estão empolgados, todos estão animados, mas logo, a despeito das tentativas do professor em manter sua atenção, todas aquelas proteínas parecem se transformar na coisa mais chata do mundo – e, na minha opinião, realmente são. Então você pensa “ah, não vou assistir a aula, é só teoria, eu estudo em casa”. Caro leitor, se você sequer assiste a aula, é obvio que não estudará a matéria! E ao fazê-lo, não fixará a matéria, e mesmo que o faça, não o fará tão bem quanto aquele sujeito que assistiu a todas as aulas e viu o professor gritando frases idiotas no momento, mas que mais tarde ajudaram-no a se lembrar. Eu odeio biologia. Eu assisti todas as aulas de biologia (obviamente tive a sorte de ter excelentes professores, o que também ajudou), e vejam só, foi a matéria na qual eu mai fui bem!




3° - Anote. Mas isso é algo meio pessoal... Uns dizem que se você fica anotando, você dispersa sua atenção do que o professor diz, outros dizem que ajuda. Eu tive professores que diziam a mesma coisa. Pobre do professor de matemática que dizia que deveríamos só anotar assim que ele parasse de explicar, porque eu não o fazia. Ele brigava comigo, mas é o meu jeito. Me ajudava a manter a atenção na aula. No final, deu certo pra mim. Quem sabe não da certo para você também, amigo leitor?



4° - Se divirta. Isso é MUITO importante. Eu tive a sorte de estudar com grandes amigos, os melhores! Cada aula rendia uma pérola, cada fala do professor rendia uma piada. É claro que não se deve desvirtuar a aula e fazer de tudo só diversão! É preciso se divertir para melhor assistir aula, e não assistir aula para melhor se divertir.




5° - Leia os livros do vestibular. MESMO! Fazer diferença? É CLARO QUE FAZ, ORAS! “Mas são poucas questões de literatura, e da pra acertar quase todas lendo só os resumos...” claro. Duro é deixar de passar por causa de 1, 2 questões. Já aconteceu comigo, acontece com todo mundo. Não deixe acontecer com você, leitor.




6° - Ouça o que os professores estão falando. A maioria dos professores trabalham naquilo desde antes de você pensar em nascer, portanto, se eles disseram pra você anotar isso que é importante, anote. Se eles disserem pra vocês prestarem atenção, façam-no! Nós temos a mania de dizer que os professores estão sempre errados. Ora, eu, um quase professor e outros professores colegas meus, passamos o dia falando mal de professores e à noite agüentamos alunos falando mal da gente. Quando pensar em não fazer algo que o professor diz porque acha errado, lembre-se: É a sua primeira vez ali. Eles já preferem parar de contar.



7° - Freqüente as aulas de redação. Elas estão lá por um motivo: Elas devem ser freqüentadas. “Ah, eu faço a redação em casa, a aula não serve pra nada...” ora, os cursos pré vestibulares dispõe de um tempo cada vez menor, estão cada vez mais atarefados... Será se eles realmente desperdiçariam um tempo tão grande assim? Você não aprende a escrever lendo Harry Potter, leitor, muito menos o faz lendo este blog! Assista as malditas aulas de redação e faça o que o professor manda. É claro que você vai achar que isso o que eu disse é idiotice, mas lembre-se do que eu disse quando, após não freqüentar uma aula de redação, veja a sua nota baixa. Espero que aconteça aí, pois assim ainda dará tempo.



8° - Fique calmo. Todos dizem isso e todos vão dizer. Você vai ouvir e pensar “moleza”, mas as chances de ficar nervoso são grandes. Porém, se você estudou, se esforçou, fez o que constava aqui, não fique nervoso! Você vai passar, ora! Se você não estudou, bem, desejo-lhe sorte e espero que tenha cotas e sorte.



E bem... É isso. Só isso. Não é nada demais, tão pouco uma formula mágica, e eu continuo pensando que talvez seja pretensioso demais ter feito esse post, mas enfim, fica a minha dica, o meu humilde conselho, leitor! Se você já passou por isso e venceu, talvez ache que estou correto. Se estiver passando por isso, leia com atenção o que eu aqui não tentei ensiná-lo, tentei apenas lembrar-lhe de coisas que espero que você não tenha esquecido! No mais... VÁ ESTUDAR! Mas comente antes =D

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Relatos de um Sobrevivente




Entre naquele caos, houveram guerras mais organizadas;
Todos juntos,indo para um mesmo ponto;
Alguns acabavam saindo antes dos outros,mas no fim não importava.
Nada mudava.
O homem ao meu lado suava,eu sentia o seu suor na minha pele.
Estavamos colados,uma muralha de escudos praticamente.

Minha hora estava chegando,eu comecei a ficar agitado;
Abri espaço com cotovelaços,não haviam regras.
E eu não me importava em trapaçear
Me agarrei com todas as minhas forças,e me projetei em direção ao meu alvo.
AR PURO, finalmente sai daquela merda de onibus!
CARA EU ODEIO RESTINGA!

Nota: Restinga é uma linha de onibus bem cheia em Porto Alegre